Agora falando como o ser que sou aqui andante sobre o ar rarefeito do laje do prédio vermelho que me mudei, vejo que o passo hermético me levou pra as vielas mais abertas que me lembro, tantos caminhos bifurcados que pra escolher tive que jogar a moeda, os deuses do acaso se agarraram no meu ombros e foram me guiando pelo asfalto quente e frio de um dia de domingo sem sol. parecia tudo correto e até certo até começou uma melodia estranha de pegar a mão e rodar a ciranda num movimento doido dentro do sonho e foi nesse compasso que a cada passo eu fui indo e vindo sobre aquele fria camada de ontem que se deita no hoje, tudo isso sendo guiado cego pela duvida daquele que recebe duvida como um motor e propulsor de suturas de quem descravou os cravos do buque negado, dos deuses do acaso com seu olimpo de terceira - um terreiro - que reclamam os céus sem poder voar, o mar sem nadar e a terra é deles por direito e é feito samba que vou seguindo mais uma vez com alguns passos herméticos e outros totalmente abertos a todo e qualquer terreiro de guerra, sepultura de meus anjos caídos. seguindo pra ser o que tenho certeza ( nesses momentos ) do que eu vou ser pq realmente só tenho a certeza que a mudança, tanto de passos como de vida, vai acontecer.
"...Levantar quebrar parede, matar a fome, matar a sede.."