terça-feira, 16 de junho de 2015

Um cara.

Era ele um cara comum, fazia coisas comuns e não se importava em ser comum.
Era ele um cara já mudado, fazia coisas mudadas e não se importava em ser mudado.
Era ele um cara perdido, fazia coisas perdidas e não se importava em perder-se.
Era ele um cara cansado, fazia coisas cansadas e não se importava em cansar-se.

Ele um comum, coisas o faziam comum e se importava em não ser comum.
Ele um já mudado cara,  mudavas as coisas e não mudava em se importar.
Ele um perdido cara, perdia as coisas que fazia e se importava em perde-las.
Ele um cansado cara, cansado de fazer as coisas que não queria mais se importar.

É ele agora o que temia não se tornar, faz coisas incomuns e gosta de jogar na mega-sena.
É mudado por tudo e por todos, não se sabe onde foi parar de tanto se mudar o que já foi mudado.
É um perdido que perdeu a cara no meios das coisas que se importava em achar depois de ter perdido.
É tão cansado que não achou a cara, se importou em importar vontade dos que o cercavam.

Foi comum até o final.
Foi mudando que se mudou.
Foi se perdendo que se achou.
Foi se cansando que cansado ficou.






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