quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

sorrir e gozar.

Sempre que olho pra o sol eu desejo a noite e fico querendo tu, a mulher que vem aqui no meu ouvido falar tudo aquilo que que não se deve falar. Fala de amanhã, dos nomes de Maria e da fantasia do próximo carnaval. Gosto de como você se imagina de caboclinha e eu de bandeirante te enfeitiçando com prata e axé. Planejar as esquinas que vamos nos agarrar, onde vou me perder em você. um salve aos teus deuses! Eles te desenharam assim e te encheram com toda malicia que me vicia e viciou... Nem so de transa se faz você, nem so de noite se faz o par, de dia posso escavar em teu sorriso a semente te tudo que me completa e me faz ser assim... Mais um que vive esperando as horas passarem pra de dia sorrir e de noite gozar.

sismógrafo, plenário, Olimpo e Asgard.

Eu admito que costumava escrever muito mais, mas é que aconteceu de toda inspiração sair mochilando por dentro, admirando as esfinges de quitina e se viciando na adrenalina de se perder sem se locomover. Agora com o resto que sobrou eu rezo aos céus, peço que ele caia sobre meus ombros, que ele me ache, que ele desabe mais uma vez molhando meu lombo lapiado de conformismo. Quero ser assim importante e pomposo. Quero ser amaldiçoado pelo Olimpo e coroado heroi la em Asgard, sou assim metade bom e a outra é órfã de tendência, ela apenas é a biruta de minhas tempestades e sismógrafo de minhas atividades mais que sísmicas.
De inercia se faz a terra, mas aqui entre nós eu não sou assim feito querem que eu seja, sou saudade do que fui e sorriso do que vou ser. Sabe aquela nostalgia que me nego a senti? Pronto, incinera ela! Pois agora a caneta é leve e o eu da vez é o eu mais feliz. De longe sinto que a viagem acabou e as esfinges agora despedaçadas viajam em brisa leve, pedaço de meu passado, tudo em pó. A nuvem parada querendo cair e eu sentado esperando que caia e caia em mim, cai aqui, me fode por dentro e me estraçalha o que sobrou de fora pois é assim que tem que ser, pois do passado me tenho erguido todos os dias, passado recente que me corta a carne todas as vezes que respiro. Disso tudo serei mais a vez ressuscitado assim bem desajeitado com tudo no lugar assim o eu da vez, o plenário de mim aceita a pec de ser como quero ser e nas ruas todos os eus aceitaram e de festa o eu vou viver de boa feroz.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Nº 1

Costumo conversar bastante com meu mestre pai e ele disse uma vez pra ser correto com tudo que parte de mim. De longe ate pareço correto, de longe sou feito de chumbo e peso quinze quilos fácil e complicado, vou puxando de minha aljava as flecha, a palavra, o "eu" que preciso nesse momento. Sem masturbar minhas letras eu vou organizando o momento de agora pra colher na frente apenas a sensação de está cheio, mas não tão cheio! Preciso ser vazio, preciso querer ser algo pra assim ser completado por tudo que me cerca e rodeia.
 O tudo me completa e o nada me fascina. Esse é o absurdo da minha vida e parece que isso não vai acabar, meu fardo é esse! ser agente do caos que a gente pensa em fazer, jogar com as palavras e com as verdades. Ponta de flecha... Ponta de flecha, mão no arco e dedo estalando no teclado pois o infinito que essa parábola insiste em fazer me tatua a derme entorpecendo meu eu da vez.
 Sou assim, clandestino de mim atirando mais uma vez uma verdade sobre mim mesmo. cabe a você me ver de perto ou de longe, o referencial é seu.

                                            Sou assim, clandestino de mim.