Eu admito que costumava escrever muito mais, mas é que aconteceu de toda inspiração sair mochilando por dentro, admirando as esfinges de quitina e se viciando na adrenalina de se perder sem se locomover. Agora com o resto que sobrou eu rezo aos céus, peço que ele caia sobre meus ombros, que ele me ache, que ele desabe mais uma vez molhando meu lombo lapiado de conformismo. Quero ser assim importante e pomposo. Quero ser amaldiçoado pelo Olimpo e coroado heroi la em Asgard, sou assim metade bom e a outra é órfã de tendência, ela apenas é a biruta de minhas tempestades e sismógrafo de minhas atividades mais que sísmicas.
De inercia se faz a terra, mas aqui entre nós eu não sou assim feito querem que eu seja, sou saudade do que fui e sorriso do que vou ser. Sabe aquela nostalgia que me nego a senti? Pronto, incinera ela! Pois agora a caneta é leve e o eu da vez é o eu mais feliz. De longe sinto que a viagem acabou e as esfinges agora despedaçadas viajam em brisa leve, pedaço de meu passado, tudo em pó. A nuvem parada querendo cair e eu sentado esperando que caia e caia em mim, cai aqui, me fode por dentro e me estraçalha o que sobrou de fora pois é assim que tem que ser, pois do passado me tenho erguido todos os dias, passado recente que me corta a carne todas as vezes que respiro. Disso tudo serei mais a vez ressuscitado assim bem desajeitado com tudo no lugar assim o eu da vez, o plenário de mim aceita a pec de ser como quero ser e nas ruas todos os eus aceitaram e de festa o eu vou viver de boa feroz.
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