quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Nº 1

Costumo conversar bastante com meu mestre pai e ele disse uma vez pra ser correto com tudo que parte de mim. De longe ate pareço correto, de longe sou feito de chumbo e peso quinze quilos fácil e complicado, vou puxando de minha aljava as flecha, a palavra, o "eu" que preciso nesse momento. Sem masturbar minhas letras eu vou organizando o momento de agora pra colher na frente apenas a sensação de está cheio, mas não tão cheio! Preciso ser vazio, preciso querer ser algo pra assim ser completado por tudo que me cerca e rodeia.
 O tudo me completa e o nada me fascina. Esse é o absurdo da minha vida e parece que isso não vai acabar, meu fardo é esse! ser agente do caos que a gente pensa em fazer, jogar com as palavras e com as verdades. Ponta de flecha... Ponta de flecha, mão no arco e dedo estalando no teclado pois o infinito que essa parábola insiste em fazer me tatua a derme entorpecendo meu eu da vez.
 Sou assim, clandestino de mim atirando mais uma vez uma verdade sobre mim mesmo. cabe a você me ver de perto ou de longe, o referencial é seu.

                                            Sou assim, clandestino de mim.

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