segunda-feira, 30 de março de 2015

o conto do contador de lua

Era ele um pequeno garoto sonhador, trovador de trovões selvagens em terra urbana na banda mais pra lá da nova cidade velha. A vida era fácil, tão fácil que se esqueceu do difícil e sem dificuldade criou sem si algo distópico utópico para sonhar desejando o que não queira.
 Lá a viola não chorava e o trompete mandava na bossa velha. As onda lentas eram rápidas e o surfe mais praticado era o de trem. Chamou tudo isso de desvida e tatuou em sua realidade as linhas finas do contorno grosso de tudo que já foi.
 No final ele já não sabia onde seu trafico de desejos foi parar, o caos de viver onde não se sabe, o consumiu e pelo caminho ele foi contando as luas de suas costuras. sempre contando pra quem quisesse que em seu mundo a lua exigia a sua dança com o sol toda manhã! 



















tem que escutar pra sentir a vibe da desvida.

terça-feira, 24 de março de 2015

ele regou.

Estalou-se os dedos de seu zé em uma tarde molhada de domingo. O trombone velho encostado na parede pedindo o carnaval que passou, implorando o toque da boca, esperando dizer o que já foi dito, tudo aquilo que não foi pensado ou pesado.
 É repetição contar os azulejos azuis de sua varanda, disseram que era português,  mas era tão falso que era como o sorriso que anda andando em seu rosto enrugado de sol.
 Ele quisera que Deus ouvisse suas orações silenciosas em meio a uma roda de bar ou todo aquele louvor em roda punk, esqueceu que seu Deus não curte aquilo que zé pensa curtir. Abandonado por sua própria fé zé fez oq queria fez um jarro de barro, plantou seu desgosto e nunca mais regou.