segunda-feira, 30 de março de 2015

o conto do contador de lua

Era ele um pequeno garoto sonhador, trovador de trovões selvagens em terra urbana na banda mais pra lá da nova cidade velha. A vida era fácil, tão fácil que se esqueceu do difícil e sem dificuldade criou sem si algo distópico utópico para sonhar desejando o que não queira.
 Lá a viola não chorava e o trompete mandava na bossa velha. As onda lentas eram rápidas e o surfe mais praticado era o de trem. Chamou tudo isso de desvida e tatuou em sua realidade as linhas finas do contorno grosso de tudo que já foi.
 No final ele já não sabia onde seu trafico de desejos foi parar, o caos de viver onde não se sabe, o consumiu e pelo caminho ele foi contando as luas de suas costuras. sempre contando pra quem quisesse que em seu mundo a lua exigia a sua dança com o sol toda manhã! 



















tem que escutar pra sentir a vibe da desvida.

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