terça-feira, 24 de março de 2015

ele regou.

Estalou-se os dedos de seu zé em uma tarde molhada de domingo. O trombone velho encostado na parede pedindo o carnaval que passou, implorando o toque da boca, esperando dizer o que já foi dito, tudo aquilo que não foi pensado ou pesado.
 É repetição contar os azulejos azuis de sua varanda, disseram que era português,  mas era tão falso que era como o sorriso que anda andando em seu rosto enrugado de sol.
 Ele quisera que Deus ouvisse suas orações silenciosas em meio a uma roda de bar ou todo aquele louvor em roda punk, esqueceu que seu Deus não curte aquilo que zé pensa curtir. Abandonado por sua própria fé zé fez oq queria fez um jarro de barro, plantou seu desgosto e nunca mais regou.

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