quinta-feira, 16 de abril de 2015

onze mil entrelinhas.

Escrevi onze mil poesias, onze musas e nenhuma delas é você de fato. Seu odor paira sobre cada entrelinha, mas não é você, é só uma mistura genérica de desejo e vez na fila. Não posso negar que as palavras se transformam em arma nas mãos certas de pessoas erradas. Nas minhas Aquiles não desembarcaram em Troia e a muralha caiu sozinha sem a pira pura de sua elite. Na minha mão Capitu traiu bentinho e ele não se importou. Na minha mão eu estou rindo. na minha mão o final não é escrito por mim, mas por nos.. Eu e o genérico da vez.

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